Entre Habermas e Bob Esponja
 
Creia: em algum momento, os dois podem ser muito importantes na sua vida
É cada vez mais difícil para mim tentar entender a vida vã de nossa curta existência. Primeiro, dá preguiça. Segundo, falta tempo. Os assuntos a serem pensados e levados com seriedade vão se acumulando na cabeça exatamente àquela pilha de livros e papéis que vc vai juntando no entorno de seu computador (pelo menos em torno do meu a coisa anda assim). O pessoal da Vogue nova resolveu chamar essas moças que comem apenas orgânicos, fazem sucesso, são inteligentes, ótimas mães e ainda mantêm a bunda dura como duas bolas de bilhar como adeptas do Madonismo. Ora, pq Madonismo? Isso é atualmente um fenômeno que pode ser cunhado como Fabianismo, Renatismo, Patricismo (ops, com todo o respeito, Pat), Danielismo e etc. Madonna tá bem, tem um batalhão de empregados, roupas ótimas da Adidas e dinheiro o suficiente para dar pinta aprendendo cabala. Nós tentamos casar o Chambaril do Júnior com kir royal no aniversário de namoro. E, não sei em relação às minhas compatriotas, mas a minha bunda tá mais para jujuba do que para bola de bilhar.
* Com a total certeza de que meus 30 anos estão correndo a todo vapor (serão 32 em novembro) e vendo que o mato não tá pra cachorro, vou ficando cada vez mais confusa se enfio a cara em livros e mergulho no que Lorenzo Gomis um dia me mandou fazer (estudar Habermas estava entre os mandamentos, mas todo mundo já tá lendo ele, pra quê mais um?) ou se vejo mais um episódio de Bob Esponja. Tédio. O mundo é mal e não adianta fazer biquinho para ele. Fui dormir de unhas feitas e perna depilada e acordei um Pokemón gripado que nenhum Tylenol dá jeito.
* A parte boa é que, em casa, perdem-se horas vendo VH1 (e Habermas é mais uma vez esquecido perto do computador). E, vendo Cindy Lauper pela segunda vez esta semana, percebi uma verdade: ela era muito para nós. O mundo não estava preparado para Cindy. Ela é a pessoa que começou toda essa história de vintage, com a incrível ousadia de misturar essa idéia ao new wave. Salve, salve. Madonna - ela de novo - não deixou muito espaço para a heroína que cantou Time after time (clipe ótimo), mas ainda assim ela será sempre um ícone fashion para todas nós.
* Puta que pariu, que TPM do cacete.

Ela ia a brechós quando ninguém falava sobre isso. Que Sienna Miller que nada, cafofas!
Escrito por Fermina Daza às 16h02
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