Falta de amor se cura com Mara e caldo de feijão

Carla no tempo em que ela gostava mais de si mesma
- Oi, mamãe, vamos cantar para Jesus? - Vamos, minha filhinha! - Sai do chão, sai do chão! (...)
É assim que começa a música que diz "Havia um homenzinho torto, que morava numa casa torta..." e que, enfim, um dia achou a Bíblia e consertou toda a sua tronxa existência. As cantoras da música incrível: Carla Perez e sua filhinha Camilly Victória. Sim, estou fascinada pelo blog de Perez, que acabei entrando por motivos jornalísticos: a moça se separou de Xanddy e eu queria confirmar se esse fato que abalou os alicerces da comunidade baiana era verdade. Era. Tá lá a mensagem de Carla dizendo "respeitem meu silêncio". O que me fascinou de fato foi a extensa lista que a bailarina do É o Tchan colou na página sobre suas preferências pessoais. Algumas são memoráveis:
Vício: drenagem linfática e dormir Filme: Shrek Ídolo: Xuxa Meneghel MAIOR EMOÇÃO NA CARREIRA: ter conhecido Xuxa Religião: evangélica (mais no http://carlaperez.blog.uol.com.br/)

Em meio a um mar de mamães-sacode, nasceu o amor por Xanddy (com dois d, compreendido?)
Fiquei impressionada: então a bombshell com quem eu e o resto do País travamos contatos íntimos durante uns três anos, todo domingo, no Gugu, havia entrado pra lei de crente, se viciado em drenagem linfática e agora possui um trio infantil cor-de-rosa chamado Algodão doce? Ok. A vida é freak, e nós sabemos disso desde que presenciamos Michael Jackson balançando seu bebê numa janela de hotel em Berlim. Mas aí veio a continuação da história e eu fiquei ainda mais fascinada por Perez, Xanddy e os bebês.
A gata foi domingo para Gugu para contar como se deu sua reconciliação com a moça, ops, Xanddy. Entre lágrimas, franja e uma maquiagem baseada no look das aeromoças da TAP nos anos 70, Carla contou para a moça, ops, Gugu, como tinha convencido o bofe a voltar pra casa. "Estávamos no carro, voltando de um lugar no qual fomos conversar" (anhan) "no meio do caminho, enquanto tocava a sexta música de Mara, eu coloquei a mão no coração dele e comecei a orar. Xanddy chorou compulsivamente" (compulsivamente é por minha conta, Carla) "e revelou que amava a mim e aos meninos" (disso ninguém duvida, Carlotona). Mais: a cinderela baiana ainda disse que, em seis anos de relacionamento, não teve tempo de fazer um feijãozinho pro marido. "Aprendi que é preciso tempo para quem se ama, Gugu. Em dois dias, fiz coisas que não fiz em seis anos. Cozinhei um feijão para meu marido, levei café na cama pra ele", continuou Carla, a sombra azul escorrendo pelo canto dos olhos. Orgulho zero, ela ainda se passou para ouvir os conselhos de Wagner Montes, que disse uma pérola incrível: "Carla, o único homem do mundo que andou na linha foi atropelado por um trem".
Tomou, papuda? Como diria o poeta, quem sabe faz ao vivo, e Carla, que faz drenagens linfáticas loucamente, é loira e feliz (o primeiro encontro e posterior ficada do casal após alguns dias de separação se deu sobre um trio elétrico, a Bahia é mesmo incrível), resolveu em um programa dominical a receita que Beth Friedman nenhuma foi capaz de nos dar: amor se conquista com mão no coração e um bom caldo de feijão. Agora vou ali comprar o meu Sazón e ser feliz para o resto da vida.
Escrito por Fermina Daza às 21h03
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