Drops
E ai, meu irmão, cadê você?

Esse disco tem a música-lema de todos os fiados do mundo: Somebody Buy Me a Drink
Esse drops é uma homenagem curtinha ao cara que fez uma das músicas mais legais que eu já ouvi (e que também serviu de mote para o título de um filme muito massa: O Brother, Where Art Thou?). Oscar Brown Jr. morreu domingo. Com a sua chegada, o céu vai ficar mais cool e Deus vai começar a dizer "oh, yeah, baby..."
A música:
A small boy walked down a city street And hope was in his eyes As he searched the faces of the people he'd meet Or one he could recognize Brother, where are you? They told me that you came this way Brother, where are you? They said you came this way Brother, where are you? Brother, where are you? The eyes of the people who passed him by Were cold and hard as stone The small boy whimpered and began to cry Because he was all alone Brother, where are you? They told me that you came this way Brother, where are you? They said you came this way Where are you? Brother, where are you? Don't you know I need you now (Boots Rap) I'm calling out from the top Of a ten foot pile of knots They call us cool If you smile or not And if you dial the cops I'm gonna try to shot See it's a violence plot Tell the judge 'I give a f what kind of file I got' I'm trying to calculate my damages From a lifetime of manmade savages Bad food canisters Fast food managers And school principals Who really prison wooden chips Dough to the mo' Flush my load in the commo' But it never was Never is You believe in lined lie images Of front line scrimmages Support the crime bills of the president Now it's a sacrileges Attack the kids And get the older generation Just to back the pigs So when I whisper as I leave the line of where I was Brother, can you join the brawl? Where are you? Now there are many Who will swear it's true That brother all we are And yet it seems there are very few Who will answer a brother's call Oh brother, where are you? They told me that you came this way Brother, where are you? They said you came this way Where are you? Where are you? Brother, where are you? Oh brother Brother, where are you? Where are you? Brother, where are you? Brother, where are you? Where are you?
Escrito por Fermina Daza às 09h43
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O sumôbol e a arte de levar a vida
Cebion contra a indelicadeza ou a rede como um portal para a divindade

Em Maraca, La Dolce Vita
Hoje eu tive uma incrível vontade de mandar um departamento inteiro de uma instituição federal ir (em mal português) para a merda. Mas não o fiz. E foi melhor. Tive que depenar a minha dissertação para que ela se integrasse aos padrões da biblioteca. Foi de partir o coração, mas arranquei páginas, várias, enquanto todo mundo ficou olhando para mim entre incrédulo e, outros, com uma estranha cara de prazer típica dos escritórios povoados pela burocracia onde o lema maior é complicar a sua vida. Descompliquei arrancando páginas na frente desse povo. Espero que eles tenham uma dor de barriga ou tomem uma cerveja quente esta semana. Hoje também ouvi, logo cedo, uma menina dizer "desculpa estar falando sem olhar para você, tô ocupada. Mas pode ir falando, eu tô ouvindo". Me senti péssima. Não pq precisasse da atenção da moça da copiadora que provavelmente nunca mais verei, mas pq, mesmo com essa desculpa, esse ato é um tremenda falta de educação. E eu lembrei que já fiz isso. E não só uma vez. Logo cedo, saindo de casa para pegar o ônibus, tinha uns garis limpando o esgoto aqui da Rosa e Silva (sempre alagada...). "Uma mulher passou aqui tapando o nariz, acredita???", disse um. E o outro: "Será que ela nunca sentiu cheiro mais fedido não? Que frescura!" (isso é uma adaptação. Tenho vergonha até de pensar no que o cara disse. Foi alto, muito feio e com a intenção de que eu ouvisse). Segui em frente sem saber que horas depois estaria mutilando um trabalho que demorei dois anos para fazer (...)
ê, bode...
O fato é que: A moça da copiadora, o departamento da biblioteca, o gari e sua masculinidade de esgoto: deixa estar. Eu sei que, diferente deles, estava numa rede em Maracaípe entre sol e chuva neste final de semana olhando dois grandes caras inventarem uma nova modalidade futebolística. Cebion puro. Jack Johnson, Ella e Louis, Ira!, peixe frito e lua no céu. Deus te olha lá do alto e diz: "vai, menina. Vai deixar de ser queijuda nessa vida". Eu topo, Deus. Só me dê um dinheirinho para eu voltar para essa rede rapidinho e ouvir todos os planos da presidência para recapear a Rosa e Silva e transformá-la numa passarela e ver Mamá sob a chuva mergulhando numa piscina... Ah, e continuar voltando pra casa ouvindo essa música linda que eu escuto agora.
Tarde Vazia (Ira!)
Pela janela vejo fumaça, vejo pessoas Na rua os carros, no céu o sol e a chuva O telefone tocou na mente fantasia
Você me ligou naquela tarde vazia E me valeu o dia Você me ligou naquela tarde vazia E me valeu o dia
Pela janela vejo fumaça, vejo pessoas Na rua os carros, no céu o sol e a chuva O telefone tocou na mente fantasia
Você me ligou naquela tarde vazia Na mente fantasia Você me ligou naquela tarde vazia Na mente fantasia Você me ligou naquela tarde vazia E me valeu o dia
Valeu o dia. Valeu o dia Você me ligou naquela tarde vazia Na mente fantasia Na mente fantasia. Na mente fantasia
Podia ter muitas garotas mas você é diferente Você me ligou naquela tarde vazia E me valeu o dia Valeu o dia. Valeu o dia

"E ai, Fermina, vamo investir numa redinha, fia?"
Escrito por Fermina Daza às 22h53
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|