Adorada Guadalupe, Lady Stardust


Get behind me satan...

Baile vermelho e branco



E fez-se a luz: a Dani Bananinha conseguiu comprar entradas para o verdadeiro baile vermelho e branco (aliás, o único que eu vou na minha vida, i guess). E eu me pergunto neste exato momento a grande questão que nos leva todos a buscar mais em Sartre e Foucault: com que roupa eu vou??



Escrito por Fermina Daza às 11h59
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Drops

E ai, meu irmão, cadê você?



Esse disco tem a música-lema de todos os fiados do mundo: Somebody Buy Me a Drink

Esse drops é uma homenagem curtinha ao cara que fez uma das músicas mais legais que eu já ouvi (e que também serviu de mote para o título de um filme muito massa: O Brother, Where Art Thou?). Oscar Brown Jr. morreu domingo. Com a sua chegada, o céu vai ficar mais cool e Deus vai começar a dizer "oh, yeah, baby..."

A música:

A small boy walked down a city street
And hope was in his eyes
As he searched the faces of the people he'd meet
Or one he could recognize
 
Brother, where are you?
They told me that you came this way
Brother, where are you?
They said you came this way
 
Brother, where are you?
Brother, where are you?
 
The eyes of the people who passed him by
Were cold and hard as stone
The small boy whimpered and began to cry
Because he was all alone
 
Brother, where are you?
They told me that you came this way
Brother, where are you?
They said you came this way
 
Where are you?
Brother, where are you?
Don't you know I need you now
 
(Boots Rap)
I'm calling out from the top
Of a ten foot pile of knots
They call us cool
If you smile or not
And if you dial the cops
I'm gonna try to shot
See it's a violence plot
Tell the judge
'I give a f what kind of file I got'
I'm trying to calculate my damages
From a lifetime of manmade savages
Bad food canisters
Fast food managers
And school principals
Who really prison wooden chips
Dough to the mo'
Flush my load in the commo'
But it never was
Never is
You believe in lined lie images
Of front line scrimmages
Support the crime bills of the president
Now it's a sacrileges
Attack the kids
And get the older generation
Just to back the pigs
So when I whisper as I leave the line of where I was
Brother, can you join the brawl?
 
Where are you?
 
Now there are many
Who will swear it's true
That brother all we are
And yet it seems there are very few
Who will answer a brother's call
Oh brother, where are you?
They told me that you came this way
Brother, where are you?
They said you came this way
 
Where are you?
Where are you?
Brother, where are you?
Oh brother
Brother, where are you?
Where are you?
Brother, where are you?
Brother, where are you?
Where are you? 



Escrito por Fermina Daza às 09h43
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O sumôbol e a arte de levar a vida

Cebion contra a indelicadeza ou a rede como um portal para a divindade



Em Maraca, La Dolce Vita

Hoje eu tive uma incrível vontade de mandar um departamento inteiro de uma instituição federal ir (em mal português) para a merda. Mas não o fiz. E foi melhor. Tive que depenar a minha dissertação para que ela se integrasse aos padrões da biblioteca. Foi de partir o coração, mas arranquei páginas, várias, enquanto todo mundo ficou olhando para mim entre incrédulo e, outros, com uma estranha cara de prazer típica dos escritórios povoados pela burocracia onde o lema maior é complicar a sua vida. Descompliquei arrancando páginas na frente desse povo. Espero que eles tenham uma dor de barriga ou tomem uma cerveja quente esta semana. Hoje também ouvi, logo cedo, uma menina dizer "desculpa estar falando sem olhar para você, tô ocupada. Mas pode ir falando, eu tô ouvindo". Me senti péssima. Não pq precisasse da atenção da moça da copiadora que provavelmente nunca mais verei, mas pq, mesmo com essa desculpa, esse ato é um tremenda falta de educação. E eu lembrei que já fiz isso. E não só uma vez. Logo cedo, saindo de casa para pegar o ônibus, tinha uns garis limpando o esgoto aqui da Rosa e Silva (sempre alagada...). "Uma mulher passou aqui tapando o nariz, acredita???", disse um. E o outro: "Será que ela nunca sentiu cheiro mais fedido não? Que frescura!" (isso é uma adaptação. Tenho vergonha até de pensar no que o cara disse. Foi alto, muito feio e com a intenção de que eu ouvisse). Segui em frente sem saber que horas depois estaria mutilando um trabalho que demorei dois anos para fazer (...)

 

ê, bode...


O fato é que:
A moça da copiadora, o departamento da biblioteca, o gari e sua masculinidade de esgoto: deixa estar. Eu sei que, diferente deles, estava numa rede em Maracaípe entre sol e chuva neste final de semana olhando dois grandes caras inventarem uma nova modalidade futebolística. Cebion puro. Jack Johnson, Ella e Louis, Ira!, peixe frito e lua no céu. Deus te olha lá do alto e diz: "vai, menina. Vai deixar de ser queijuda nessa vida". Eu topo, Deus. Só me dê um dinheirinho para eu voltar para essa rede rapidinho e ouvir todos os planos da presidência para recapear a Rosa e Silva e transformá-la numa passarela e ver Mamá sob a chuva mergulhando numa piscina...
Ah, e continuar voltando pra casa ouvindo essa música linda que eu escuto agora.

Tarde Vazia
(Ira!)

Pela janela vejo fumaça, vejo pessoas
Na rua os carros, no céu o sol e a chuva
O telefone tocou
na mente fantasia

Você me ligou naquela tarde vazia
E me valeu o dia
Você me ligou naquela tarde vazia
E me valeu o dia

Pela janela vejo fumaça, vejo pessoas
Na rua os carros, no céu o sol e a chuva
O telefone tocou
na mente fantasia

Você me ligou naquela tarde vazia
Na mente fantasia
Você me ligou naquela tarde vazia
Na mente fantasia
Você me ligou naquela tarde vazia
E me valeu o dia

Valeu o dia. Valeu o dia
Você me ligou naquela tarde vazia
Na mente fantasia
Na mente fantasia. Na mente fantasia

Podia ter muitas garotas mas você é diferente
Você me ligou naquela tarde vazia
E me valeu o dia
Valeu o dia. Valeu o dia



"E ai, Fermina, vamo investir numa redinha, fia?"



Escrito por Fermina Daza às 22h53
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