Adorada Guadalupe, Lady Stardust


Drops

Um baseado. Ou uma aspirina...



Eu, aos 5, num look básico, antes de encarar a Hello Kitty punk

Quando eu era pequena, ganhava umas bonecas baratas que não tinham todo o cabelo colado na cabeça e logo ficavam horrorosos. Eu ganhava também aquelas panelinhas rosinhas e achava tudo lindo. Eu adorava arrumar a casinha toda, fazer arroz de mentirinha colocando água e sal e botando a panelinha no sol. Uma coisinha tão pretinha e fofa, eu era, de calcinha "bunda rica" (clássico). Eu cresço. Aí hoje liga meu irmão (ele de novo). Escuto o barulho de bar, uma zuada de garrafa batendo, esbórnia. E ele: "Fá! Fá! Essa eu tinha que te contar!! Acabo de descobrir que Tony (n.t.: amigo do meu irmão, raparigueiro profissional) tem um amigo chamado tapete de pentelho!!!!! ahahahahaahah!! essa eu tinha que te contar!!". Meu Deus. Eu era uma princesinha inocente. Fazia arroz na panelinha (...) Momentos depois, no UOL, vejo a chamada "Vovó maconheira escapa de condenação na Inglaterra". Eis um trecho: "Uma avó britânica de 66 anos, que gosta da cozinha à base de maconha, escapou nesta sexta-feira de ser condenada apesar de admitir que dividia biscoitos da droga com seus companheiros de cela. Patricia Tabram, moradora do norte da Inglaterra, confessou usar maconha para aliviar as dores que tem nas costas e no pescoço. Ela admitiu culpa por posse de droga e objetivo de revendê-la.Mas o juiz David Hodson afirmou que não fará da vovó um "mártir" quando ela voltar ao Tribunal da Corte de Newcastle. Ao invés disso, ela teve sua condenação de seis meses suspensa.A senhora de cabelos brancos não mostrou arrependimento e garantiu que continuará a cozinhar com maconha."Eu já comi de manhã com os meus ovos e vou comer novamente no almoço. Eu não vou desistir", afirmou em entrevista a uma rede de notícias local." (Receitas da vovó maconheira no http://www.grandma-eats-cannabis.com/)

... Acho que preciso de uma aspirina.



Escrito por Fermina Daza às 20h33
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Eu não entendo impedimentos

Lindas camisas de futebol a preços de ocasião



A mocinha e o São Cristóvão; Pelé e a camisa que eu queria; a mocinha Botafogo e Quarentinha na grama alta e sem patrocínio

Eu já tentei mil vezes entender como é um impedimento. Quando eu era menor, o pobre do meu irmão, o velho Flávio Moraes, torcedor do Santa, ficava me explicando, mas sem sucesso (ele tinha uma enorme coleção de futebol de botão e ficava fazendo a sonoplastia da torcida. Era muito engraçado). Os anos se passaram e um dia desses tava Luiz praticamente desenhando com giz colorido uns tracinhos no chão para me explicar. Eu até entendi na hora, mas aí rolou um impedimento sob meu nariz (estávamos vendo um jogo) e ele me olhou cúmplice, achando que eu tinha sacado. Claro que eu não tinha. Enfim, deixei pra lá essa mania de querer saber como é que se consegue ver um impedimento e passei a me dedicar a um tema bem mais legal do futebol: as camisas dos times. Eu adoro algumas, especialmente as do Botafogo e do Santos. Aquelas mais antigas, anos 50, 60, 70 e 80, com barrinha nas mangas, decote V e gola de pontinhas. São lindas de morrer, e eu vivo atrás de uma pra comprar. Dia desses, eu tô na praia e passa um cara vendendo umas marcas by Camelot. Eu acabei comprando uma muito da fubeca, mas fofa, da seleção (Roberto Carlos), genérica de doer. Aí o cara mostrou uma do Botafogo. Era massa, mas tinha a porra de um patrocínio (acho que Bombril) na frente. As camisas de futebol viraram outdoor,  e isso não acontecia nas camisas de antes. Por isso eu não gosto das novas. Em janeiro, quando tava em SP, fui com uns amigos (Nico e Phelipe) num bar show de bola (combinou), o São Cristóvão, homenagem ao time homônimo carioca. O bar é massa: tem fotos de futebol espalhadas por todos os cantos. Melhor parte: lá se vendem camisas de times, não-oficiais, mas bem-feitas e muito bonitas. Mas não tinha do Santos. Nem do Botafogo. O problema é que fiquei tão passada que peguei o número do bar e fico ligando pra saber se alguma das blusas já chegou. Aí liguei hoje à tarde e o cara, sem o menor saco pra mim, disse: “Ô, fulano, a menina tá aqui perguntando de novo se tem camisa do Botafogo!!!!” “Mas eu já não disse que só chega para o mês???”, respondeu o outro. Fiquei decepcionada.  Eu quero uma camisa de futebol antiga e nada me demoverá desse propósito. E esse post é um recado pra vc, seu Luiz Carlos, que chegou lá em casa com uma camisa véia e linda do Flamengo e nem quis me emprestar. Eu tô até agora pensando nela. Tu me paga, salafrário.



"onde cê comprou essa, Garrincha?"



Escrito por Fermina Daza às 20h50
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Pernambuco Alto Astral ou a bacchanalia perdida

 

 

Brazil
'I was shot at Carnival'

Recife can be a dangerous place - as Chai Hong Lim found out. But what happened next left her loving Brazil

Thursday March 31, 2005


Brazil shooting: (clockwise from top left) a clipping from Jornal do Commercio, Chai with Tatiana Resende in Itamaraca, learning to forro with Dona Graca, and making coxinhas with Dona Graca
 


On the eve of Carnival, in the beautifully preserved, 16th-century town of Olinda in north-eastern Brazil, I was robbed and shot. I'm still trying to get used to the idea myself.

Olinda is renowned as one of the best three Brazilian places to experience the annual bacchanalia and my friend Tatiana, a local journalist in Recife, had devised a strenuous schedule of parties, parades and performances. Little did I expect that I would be getting a lot more bang for my buck than I bargained for.

About 7pm Tatiana and I, plus all my belongings, set off on our way to her home. The road was darker than I would have liked, but it was certainly busy - buses were inching their way towards the highway, there were baterias (percussion bands) playing and people dancing on the side of the road, and the party seemed to be in full swing right there.

Then they pounced. For a split second, I thought our three assailants were playing a carnival prank; I had heard of young men who jump on unsuspecting women for kisses during the festival. But then I glimpsed one of them hitch up his shirt and pull a gun out of his shorts, and realised that this was no laughing matter. I tried to run but was knocked to the ground.

For seconds or minutes - I have no idea - I was yanked around and dragged on the ground as they tried to get my backpack off me, but they couldn't dislodge it. I felt blows, culminating in a strange explosion: I thought it was my eardrum bursting. Then, as suddenly as they had appeared, they went, and I heard their footsteps recede.


 

 

 

A matéria escrita pela turista chinesa baleada no Carnaval publicada no The Guardian (leia na íntegra aqui) mostra como investir
em folder turístico em vez de escola e segurança pode ser uma péssima idéia. Ainda bem que ao menos a moça aprendeu a fazer coxinha.


Escrito por Fermina Daza às 20h58
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