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Drops'n'roll
Da série "Músicas que me fazem feliz"
   A banda makes me happy ainda com Mark Arm e sua voz de bêbo. Cheers!
Mudhoney, banda de Seattle que não ganhou 30% da grana do Nirvana ou do Pearl Jam com o grunge. Mas que era muito, muito legal, não se levava a sério e, pra minha felicidade, esteve no Recife em 2001 no Rec Beat, quando eu pude cantar a música que me deixa feliz, Good Enough, a plenos pulmões antes de ir cobrir a Noite dos Tambores Silenciosos (e isso sim é globalização, mizinfrim). A eles, meu agradecimento por terem feito a canção que eu escuto toda vez que aperto a tecla "foda-se". E eu dancei ela no Ano Novo com Boscão e foi massa. Infelizmente, não encontrei o audio, mas aqui você consegue ouvir outras lapadinhas da banda.
Good Enough
I've made mistakes That I'm sure I'll make again Guess I liked them enough The first time around No way to fight them No use denying The way it grows
Whatever happens Never thought for a second That I'd let go
Everybody says You must have lost your head Well, one more time is good enough for me Yeah, one more time is good enough for me
It's a hard road to your heart And there was a time when I never thought I'd get that far
Everybody says You must have lost your head Well, one more time is good enough for me Yeah, one more time is good enough for me
Escrito por Fermina Daza às 22h54
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Eu quero ser rica
Por que eu posso sonhar quando saio da C&A
   
Modelón: a linda coleção de inverno do Hercô; vestidos ótimos de Clements Ribeiro e da Chloe. E o Hercô de novo.
Eu sei que o mundo tá pegando fogo, Lula (o presidente do País, que fique claro) foi classificado como "aquele tio chato que belisca as meninas nas festas da família" e o Corinthians perdeu de 3 a 0 para um time que ninguém tava dando a menor bola. Mas eu admito: em meio a tanta confusão, meus olhinhos brilham felizes quando eu vejo a Vogue chegar às bancas. Ou um desfile competente, bonito, lúdico, engraçado, inteligente... eu adoro moda, e acho o máximo adorar moda, porque trata-se de gostar de coisas bonitas. De ficar diferente de quando em vez. De colocar algo sobre o seu corpo que lhe lembre uma época, remeta o seu bem-estar, a como você acordou naquele dia. E, sem tanta explicação também, faz favor, é se sentir muito poderosa com um vestido novo que você namorou um tempão e finalmente comprou. E você coloca, fica linda de marré dê cê e todo mundo diz: "poxa, como vc tá bonita!". É uma delícia, não? Cobri os desfiles da última edição do São Paulo Fashion Week e quase tive um troço no coração no desfile feminino de Alexandre Herchcovitch, quando cada modelo que entrava na passarela era seguida por músicos. Um tocava violino, aí vinha uma menina com uma cantora de ópera bem atrás, entravam uns caras cantando rap, depois uns tambores de maracatu. A sala virou uma sinfonia de vários estilos de som, e as meninas andavam por ali com flores caindo pelos cabelos, usando roupas coloridas para o inverno, os rostos tranquilos. Foi sensorial demais, e eu admito que me emocionei. Muito bom ver um cara do Brasil falar sobre o Brasil em suas roupas e não soar "regional". Porque aí é cair num fórmula fácil e desgastada demais. Mas aí... aí a semana de moda de SP acaba e começam os desfiles de Paris e Milão, onde marcas incríveis como Prada, Miu Miu (a parte 'jovem' da Prada) e Clements Ribeiro (Clements é inglesa e Ribeiro é um brasileiro muito do massa casado com ela) se apresentam. Aí eu acompanho tudo, fico sabendo das tendências, os sapatos, as cores, os tecidos, as maquiagens. As temporadas acabam (terminaram na semana passada) e aí é esperar as coleções chegarem às lojas. Well, para mim (e a maioria das mulheres, i know that), é esperar quase um ano, quando essas roupinhas entrarão em liquidações. E olhe lá, né Dani? É uma sacanagem: eu com esse bom gosto incrível sem poder comprar essas roupas lindas, mas com a tarefa de divulgá-las para o mundo. Sacanagem maior é ver songas mongas como Paris Hilton e Britney, podres de ricas, usarem aqueles looks bonde do tigrão quando poderiam usar lindos Valentinos... É por isso que eu bebo. E acabo contando todas as minhas dores para a Vogue do mês.
   
Minha amiga Vogue Itália; mais Clements Ribeiro; a perua metida a hippie da Dior e a possibilidade de usar salto na hora de parir. Certa!
Escrito por Fermina Daza às 18h57
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Drops de marijuana
Maria Braulina, a versão nacional - e maconheira - de Úrsula Buendía. Os dois homens presos com ela em Senhor do Bonfim, a Macondo baiana, são os filhos Aureliano e José Arcádio, o gigante tatuado.
09/03/2005 - 17h46 Octogenária é presa com uma tonelada de maconha na Bahia
Salvador, 9 mar (EFE).- Uma senhora de 83 anos, acusada de comandar um grupo de narcotraficantes, foi presa nesta quarta-feira em uma fazenda de sua propriedade, na Bahia, onde escondia uma tonelada de maconha, informaram fontes oficiais brasileiras.Maria Braulina Alves foi detida junto a dois homens, um deles um ex-policial expulso por indisciplina há dois anos, afirmou a polícia. Segundo a versão oficial, a idosa escondia uma tonelada de maconha em sua fazenda, no município de Senhor do Bonfim, no interior da Bahia.
Escrito por Fermina Daza às 08h38
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Sobre amigos e love songs
Why can't stop, and tell myself I'm wrong, I'm wrong, so wrong ...
  
Aqui, os Ramones e a capacidade de se fuder por amor sem culpas. Depois, os Strokes e o visual mais certo do rock: cantando Soma, é covardia com a gente, Julian. Na última foto, Yoshimi/Débora encarando o Pink Robot Sem Noção e perguntando: "tá falando comigo?".
É certo: algumas músicas de amor são tão improváveis quanto o segundo copo dágua depois que o primeiro já matou a sede*. E uma das grandes love songs da música pop é, pra mim, a versão que os Ramones fizeram de Needles and Pins, da banda mauricinha ódjima The Searchers (1964). Essa música é lasca: imaginem o fodão Joey Ramone com sua calça justinha jeans e a camiseta surrada sofrendo por uma mulher que ele vê passar com outro - e que ele próprio deixou ir embora. É mancha roxa no cotovelo e horror no coração, e Joey canta com uma dor que também me dói toda vez que eu ouço (confesso: eu dublo) o seguinte trecho: "Why can't stop, and tell myself I'm wrong, I'm wrong, so wrong/Why can't I stand up, and tell myself I'm strooooooooong". Putz, essa parte é foda. Por isso, para dizer o que significa tanta dor, needles... and pins. Outra música também interessante para ser ouvida quando você quer sofrer com classe pop é Soma, dos Strokes. Uma love song que nem é tão love song assim, vá lá. Mas eu adoro essa música e ponho a mão no peito pensando em quem fez Ju-Ju Casablancas sofrer tanto. Ah, malvada... A outra improvável "love song" que toca esse preto coração é Yoshimi Battles the Pink Robots, dos Flaming Lips, meninos bons que eu aprecio graças ao caro José Benedito, nosso estimado Zé Bé. Essa música é foda: os caras cantam sobre uma japonesinha faixa preta em karatê que é responsável por salvá-los das agruras da vida e ainda dos malvados robôs cor-de-rosa que tentam comê-los. Sim, é lezeira completa, mas a música é simplesmente linda. E quando eu a ouço, me lembro, muito, de uma grande amiga que nem conhecia a música, mas que, como Yoshimi, é fodona o bastante para bater em todos os robôs rosas e malvados quando for necessário. Gosto demais de tu, Deb Manêro. E esse post meio bêbo vai para meus amigos que entenderiam perfeitamente o fato de eu ter tomado uma garrafa de vinho de madrugada e ter ficado dançando e escrevendo merda pro blog (tu criou um monstro, Luiz) em vez de ter terminado mais um pedaço da minha dissertação. Um brinde!
*"Droga é o segundo copo d'água quando o primeiro já matou a sede" é uma boa frase da maleta Yoko Ono
NEEDLES AND PINS
I saw her today, I saw her face It was the face I loved and I knew I had to run away and get down on my knees and pray That they'd go away
But still they begin Needles and pins Because of all my pride The tears I gotta hide
Hey, I thought I was smart, I wanted her Didn't think I'd do, but now I see She's worse to him than me Let her go ahead, take his love instead And one day she will see
Just how to say please And get down on her knees Yeah, that's how it begins She'll feel those needles and pins a-hurtin her, a-hurtin her
Why can't I stop and tell myself I'm wrong, I'm wrong, so wrong Why can't I stand up and tell myself I'm strong
Because I saw her today, I saw her face It was the face I loved and I knew I had to run away and get down on my knees and pray That they'd go away
But still they begin Needles and pins Because of all my pride The tears I gotta hide Ah, needles and pins Needles and pins Needles and pins
Escrito por Fermina Daza às 12h04
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Drops chinfra
Bolivianas
E não é que Luiz Carlos, que em aramaico significa "chinfroso e tatuado" teve seu blog classe Soy Loco por Ti citado no site classe No Mínimo (www.nominimo.com.br)? Olha aí:
08.03.2005 | O que você diria de um país que, desde sua independência, em 1825, teve 190 trocas de poder motivadas por golpes ou renúncias? E se este país, em sua história recente, tivesse produzido somente três eleições entre 1978 e 1980? E se este mesmo país tivesse sendo governado por um ditador chamado Luis Garcia Meza que, deposto em 1983, foi sucedido nos três meses seguintes por três governos?
A turma do Soy loco por ti fala sobre a pobre Bolívia, quintal do Brasil.
legal, né?
Escrito por Fermina Daza às 09h25
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Drops manifesto
Por favor, não avacalhem com o Rei
  
Roberto, não cruze os braços para o que estão fazendo com você e sua muitas vezes retocável obra. Erasmo, socorro.
Dia 11 tem uma festa da DelRey, a banda-sensação que toca apenas as músicas de RC. Beleza. Nada demais. Já fui pra um show e foi legalzinho. Mas já tô preparando meu ovo direito para o sofrimento (o esquerdo já explodiu) que vai ser a galera anunciando aos quatro cantos do mundo como gostar de RC é muderno, já que China agora encarna o Eu Sou Terrível. Aí eu choro. Respeitem o cara, respeitem o cara...
Escrito por Fermina Daza às 11h56
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Cocaína e Fanta Uva
O Abril pro Rock ou... It's Fuckin' Borin' to Death
 
O DeFalla, banda capitaneada por Edu K (de óculos), o Cavaleiro de Jedi. Ao lado, o Massacration e meu momento de glória e glamour: tenho os celulares dos integrantes da banda mais legal do País
A próxima edição do Abril pro Rock periga seriamente em trazer o Massacration, informação passada pelos próprios Hermes e Renatos (sim, eu tenho o celular de Joselito!!!). A presença dos caras aqui ia ser genial: ninguém aguenta mais Skank ou O Rappa nessa programação. Mas o Abril ia ficar mais legal ainda se trouxesse uma das bandas mais divertidas e fuderosas dos anos 80/90: o DeFalla, capitaneada pelo doido do Edu K, que certa vez anunciou ser tarado pela mistura cocaína e Fanta Uva (o refrigerante ele toma até hoje. Quanto ao pó, eu nao sei). Semana passada, consegui finalmente baixar uns discos da banda e estou dançando loucamente do quarto do computador quando Mateus vai dormir. Nas caixinhas, músicas como Ferida ("ai como dóóóóí, a faca quando rasga peito"), Tinha um Guarda na Porta e a ótima Não me Mande Flores ("não me mande flores... pare de bater no interfone, não preciso do seu amoooooooor"). Tem também a ótima It's Fuckin' Borin' to Death, clássico do rock gaúcho. O que é do caralho é sacar que os moços, que voltaram à fama (well, quase isso) após lançarem Popozuda Rock'n'Roll, já, há quinze anos atrás, faziam um bocado de funk. Logo, a acusação de que eles pegaram a rebarba do Bonde do Tigrão pra fazer sucesso não tem sentido. E, se tivesse, não seria mesmo importante. Jo Jo é uma das músicas mais legais da banda, e tem cara do Afrika Bambaataa nos tempos do Planet Rock. Hoje, os caras continuam com uma mistura doida de rock, funk, porrada e melôs imprevisíveis. Aliás, a música Popozuda Rock'n'Roll é tema de um comercial da Coca-Cola na Alemanha. Atualmente, os meninos são meio renegados pelos rockers de carteirinha... mas essa turma acha que só o lixo é reciclável.
Joselito em off da entrevista publicada no JC: "Pô, quando a matéria sair, manda pro meu e-mail aê..."
Escrito por Fermina Daza às 01h11
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BRASIL, Nordeste, MARAVILHA, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Música, Viagens, bobagens fabulosas
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