Adorada Guadalupe, Lady Stardust


Só tinha Landau



Esse é Luiz, o aniversariante do mês

Pois, tanto tempo de abandono. Pura cara de pau. Vou criar um canto novo, provavelmente. Mas não agora. Mas deu saudade daqui hoje. Sob uma lua de 40 graus, comecei a reler algumas coisas e ri um bocadinho (e acaba de começar a chover, Deus é pai). Aí que sábado teve o aniversário de Luiz aqui em casa e foi muito, muito bom, farra como há tempos a gente não fazia com os amigos - todo mundo reunido, cerveja gelada e uma imensa panela de feijoada - adivinha quem fez - em nossa cozinha de azulejos de flores azuis. O melhor foi a banda formada por Yellow, Boscão, Flavão, Adriano e, claro, a Barba. A banda que já nasceu despontando para o anonimato, como diria Flavão: Inimigos do Ritmo. Maravilhosa. Nunca vi tanta cerveja junta. Amanheceu o dia, cinco da manhã, e eu com uma fome triste. Comi mais feijoada. Monstra. Fomos a praia depois e foi muito bom. O melhor comentário foi Adriano, na mesma cozinha de azulejos floridos horas depois de finda a cachaça: "essa galera bebeu muito. Só tinha Landau..."

...............

A festa contou com a maravilhosa participação de Calvin, o filho fofo de Amarillo e Débora, que dormiu nos braços sob o jambeiro ao lado do incrível barulho que os Inimigos do Ritmo fizeram. Show de bola, esse menino. Destaco também a participação sucinta mas sempre marcante de Goethe, que trouxe uma cachaça fofa para meu marido barbado. Além dele, vale registrar a presença bonita de Sérgio Miguel e sua bisonhice, César Rocha e sua mais que bisonhice, o intrépido Feijoada, Teté, irmã de Luiz, que sabe tudo sobre funk. Grande farra do bem. Cheers!

..

As fotos? Será que o mundo já não está espetacularizado demais? Será que as imagens são realmente necessárias?

..

Sim para as duas perguntas: assim que Luiz Carlos criar vergonha na cara e comprar um cabo pro celular dele, taco as fotos na web.

 



Escrito por Fermina Daza às 22h52
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Entre Habermas e Bob Esponja



Creia: em algum momento, os dois podem ser muito importantes na sua vida

É cada vez mais difícil para mim tentar entender a vida vã de nossa curta existência. Primeiro, dá preguiça. Segundo, falta tempo. Os assuntos a serem pensados e levados com seriedade vão se acumulando na cabeça exatamente àquela pilha de livros e papéis que vc vai juntando no entorno de seu computador (pelo menos em torno do meu a coisa anda assim). O pessoal da Vogue nova resolveu chamar essas moças que comem apenas orgânicos, fazem sucesso, são inteligentes, ótimas mães e ainda mantêm a bunda dura como duas bolas de bilhar como adeptas do Madonismo. Ora, pq Madonismo? Isso é atualmente um fenômeno que pode ser cunhado como Fabianismo, Renatismo, Patricismo (ops, com todo o respeito, Pat), Danielismo e etc. Madonna tá bem, tem um batalhão de empregados, roupas ótimas da Adidas e dinheiro o suficiente para dar pinta aprendendo cabala. Nós tentamos casar o Chambaril do Júnior com kir royal no aniversário de namoro. E, não sei em relação às minhas compatriotas, mas a minha bunda tá mais para jujuba do que para bola de bilhar.

*
Com a total certeza de que meus 30 anos estão correndo a todo vapor (serão 32 em novembro) e vendo que o mato não tá pra cachorro, vou ficando cada vez mais confusa se enfio a cara em livros e mergulho no que Lorenzo Gomis um dia me mandou fazer (estudar Habermas estava entre os mandamentos, mas todo mundo já tá lendo ele, pra quê mais um?) ou se vejo mais um episódio de Bob Esponja. Tédio. O mundo é mal e não adianta fazer biquinho para ele. Fui dormir de unhas feitas e perna depilada e acordei um Pokemón gripado que nenhum Tylenol dá jeito.

*
A
 parte boa é que, em casa, perdem-se horas vendo VH1 (e Habermas é mais uma vez esquecido perto do computador). E, vendo Cindy Lauper pela segunda vez esta semana, percebi uma verdade: ela era muito para nós. O mundo não estava preparado para Cindy. Ela é a pessoa que começou toda essa história de vintage, com a incrível ousadia de misturar essa idéia ao new wave. Salve, salve. Madonna - ela de novo - não deixou muito espaço para a heroína que cantou Time after time (clipe ótimo), mas ainda assim ela será sempre um ícone fashion para todas nós.

*
Puta que pariu, que TPM do cacete.



Ela ia a brechós quando ninguém falava sobre isso. Que Sienna Miller que nada, cafofas!
 



Escrito por Fermina Daza às 16h02
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O shortinho também salva

Eu só quero é Hezbollah



"Mexe as cadeiras à maneira de Cheetara..."

Shakira é a musa do movimento pacifista que quer acabar de vez com essa sacanagem entre Israel e Líbano. "Oye, nosotras, mujeres, tenemos que hacer algo por los ninõs que están sufriendo", disse a rebolativa em entrevista exclusiva ao Guadalupe, convocando todas nós a pegarmos o shortinho de lycra mais próximo e sairmos por aí em protesto, lembrando que a paz - e a gostosura - é bem mais interessante do que chutar cachorro quase morto. Mas enquando a diva pop chamava as mulheres para a luta e os salões de belezam bombavam na depilação, o primeiro ministro de Israel, Ehud Olmert, anunciava que não vai parar de chutar o canino. Shortinho nele também.

- Brincadeiras à parte, olhar os jornais esses dias tem sido uma tarefa absolutamente terrível. Por isso eu bebo. E Hezbollo.



Escrito por Fermina Daza às 16h29
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Para acariciar o coração

Andando na rua, à noite, com Luiz, lembrei de uma conversa que tive com uma jornalista em Curitiba. Eu comentava que iria ver uma peça reconhecidamente trash. E ela: "Mas pq ver algo tão ruim?". Eu: "Ah, acho que é engraçado". Então ela me disse um negócio que ficou gravado na minha cabeça. Para sempre. Que procurava ver coisas bonitas. Que o coração era algo delicadíssimo, como um cristal fininho, que quebrava fácil. Que era importante consumir o belo para cada vez mais lustrar esse material frágil. Bem, o texto é bem cafoninha sim, por supuesto. Mas há uma verdade nesse troço. E eu ando pensando, muito, nas coisas bonitas que nos acariciam o coração, principalmente em tempos de porrada na cachola. Me lembrei, assim, de algumas que já fizeram - e fazem - um incrível bem ao meu coração de nego.



- O filme Filhos do Paraíso

- O dia em que Mateus tava na janela e começou a chover fininho. Ele virou pra mim e disse "Mãe, tá faiscando", em vez de "chuviscando".

- A hora em que Lucia, de Lucia e o Sexo, reencontra seu amor e a ilha começa a se mover sob seus pés

- Comer arroz doce, bem geladinho

- Ouvir Luiz começando a frase "Ô, minha flor, tu..."

- Todas as manhãs que escuto Mateus me chamando lá do quarto dele

- Beber com meus irmãos (tirando Flávia Moraes, é tudo pinguço)

- Torch, do Soft Cell

- In the heat of the Morning, Bowie

- Ver o dia ir embora deitada na rede do terraço, um olho dormindo e o outro vendo o céu

- Bonito, Mato Grosso do Sul, que deveria se chamar Maravilhosa.

- Minha querida Holly Golightly em Breakfast at Tiffany's



- Ver Feijoada (nosso cachorro, a cara de Sartre) virar a cabeça pra mim toda vez que eu faço o mesmo com ele

- Manhãs de sábado

- Tomar banho de mar com Luiz entre Japaratinga e Maragogi

- Usar a camisola branca grandona que eu comprei num brexó em Paris (é linda, amapôs, linda)

- As fotos de Richard Avedon



- A primeira vez que Rebeca vê José Arcadio depois que ele volta do mar, em Cem anos...

- ... E o amor de Florentino por Fermina

........

Me lembrei rapidamente de tantas outras coisas que me acordaram, cada uma à sua maneira, como uma coleção de Herchcovitch que me fez chorar, as quintas-feiras que Barba traz sushi pra mim, Mateus levantando a blusa pra que eu alise a barriga dele. Coisas importantíssimas na minha vida que, definitivamente, vai ter mais espaço para coisas bonitas.



Escrito por Fermina Daza às 17h29
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Dia do Rock



Agradeço muito, Senhor, por ter nascido na mesma época de Bowie. E do You Tube (aliás, tem Life on Mars lá).



Escrito por Fermina Daza às 13h08
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Houston, we have a big problem

Força, Whitney



"No matter what they take from me/They can't take away my dignity..."

Sim, eu ando obcecada por Whitney. Não consigo tirar a letra de Greatest Love of All da cabeça há dois dias, desde que vi a diva americana dos anos 90 cantando em um DVD na academia, enquanto eu tentava bravamente perder o salaminho e a cerveja dos últimos jogos da copa na esteira. Aquele refrão (você vê abaixo) é de uma ironia sem fim com a moça. Pobre diva. Não bastasse seus problemas em se livrar com as drogas, a saída de seu site oficial do ar, a escolha 99% errada dos penteados, o horrendo pano (arranjo? aplique? despacho?) na cabeça, ela acaba de receber um convite de Michael Botton para dividir os palcos com ele. Motivo: Botton quer ajudar a amiga a sair da clínica de reabilitação e voltar a ser aquela Whitney que todos nós já tivemos medo um dia. Ela não merece isso gente. Aquele cara não, mil vezes não!

P.S. A melhor coisa dessa história toda é que ela vai voltar naqueles shows bregas que os artistas americanos adoram fazer quando alguém está saindo da pior (ao menos por uns seis meses). Várias homenagens, vários depoimentos, convidados famosos, dinheiro revertido para clínicas que tratam negras ex-divas viciadas em drogas. Elton John, George Michael, Barbra, Tina, Celine, Mariah e muito mais aplaudindo Houston enquanto ela entra num longo vermelho e depois vai cantar sobre um piano. É essa a mulher que eu quero ver.

Agora, a letra. Cantem comigo!

Greatest Love of All

I believe the children are our are future
Teach them well and let them lead the way
Show them all the beauty they possess inside
Give them a sense of pride to make it easier
Let the children's laughter remind us how we used to be
Everybody searching for a hero
People need someone to look up to
I never found anyone who fulfill my needs
A lonely place to be
So I learned to depend on me

Chorus:
I decided long ago, never to walk in anyone's shadows
If I fail, if I succeed
At least I'll live as I believe
No matter what they take from me
They can't take away my dignity
Because the greatest love of all
Is happening to me
I found the greatest love of all
Inside of me
The greatest love of all
Is easy to achieve
Learning to love yourself
It is the greatest love of all

I believe the children are our future
Teach them well and let them lead the way
Show them all the beauty they possess inside
Give them a sense of pride to make it easier
Let the children's laughter remind us how we used to be

    Chorus

And if by chance, that special place
That you've been dreaming of
Leads you to a lonely place
Find your strength in love



Escrito por Fermina Daza às 22h07
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Dans Paris



Fui eu que fiz


Tá, eu sei que é muito brega, cafona, matutice, mas eu vou colocar nesse esquecido espaço virtual algumas fotos da minha viagem até a linda Paris. Eu havia passado dois dias na cidade em 2002, rapidinho, mas fiquei enfiada em dois cemitérios fazendo matéria. Desta vez não: andei loucamente pra lá e pra cá, sei tudo sobre o metrô, me hospedei no chiquééééééééééérrio Le Meurice, tomei vinhos que pareciam generais, cheios de medalhas de ouro, e acabei a semana lisa como um guaxinin e comendo kebab por 5 euros (com Coca-cola grátis). Toda mulher nessa vida merecia ser chamada de mademoiselle...




Ceci Vivas, baiana mequetrefe que não curte uma pimentinha, e eu: o metrô como segundo lar



Fui ver a linda exposição de Almodovar (na foto, cartaz do novo filme, Volver) na Cinematheque. Je suis passé.



É claro que eu tive momentos turista descontrol, principalmente após me deparar com a linda vitória de Samotrácia, no Louvre



O jantar nos barcos que correm o Sena são cafonas de doer, mas, ao mesmo tempo, imperdíveis. Ao fundo a incrivel fotógrafa Kris e o rapaz do violino. As duas garrafas de vinho ao meu lado foram devidamente entornadas.


Momentos de revelação:

* Soube que a Monalisa (ou Gioconda, como eles preferem chamar) é na verdade, segundo algumas teorias, a imagem do próprio da Vinci, que era gay. No final, exclamei em meio aos 700 turistas em frente ao quadrinho: Da Vinci era Mona!

* Fui multada no metro. Quarenta e cinco euros. Dinheiro demais só porque eu passei por uma saída onde havia escrito SORTIE bem grande em cima. Em Paris, no entanto, para sair de alguns lugares vc coloca o ticket de entrada. Como eu não entendi essa lógica nefasta, levei a carteirada de uma policial fina como uma bucha velha de lava pratos.

* Fui a um lugar incrivel e fofo, o L'Ecluse, um bau au vin onde há uma degustação de vinhos, tudo de bom. Tomei um porre do bem e fui dormir linda.

* Fui na loja-sensação Colette. É legal, mas os atendentes fazem muito carão, como se ainda estivessem nos anos 90.

* Fui ao hotel decorado por Lacroix, o Le Petit Moulin. Meio over, mas legal.

* Fiquei, nos últimos dias, em um bairro chamado Bercy, cheio de africanos com suas roupas típicas, além de indianos, marroquinos, etc. Luxo!

* Finalmente, comprei a blusa do Marselha pra Mamá e do Barcelona pra Luiz, que ficaram lindos...

Em duas palavras: J'taime.



felizes mesmo foram meus sapatos pink...



Escrito por Fermina Daza às 21h40
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Falta de amor se cura com Mara e caldo de feijão



Carla no tempo em que ela gostava mais de si mesma

- Oi, mamãe, vamos cantar para Jesus?
- Vamos, minha filhinha!
- Sai do chão, sai do chão!
(...)

É assim que começa a música que diz "Havia um homenzinho torto, que morava numa casa torta..." e que, enfim, um dia achou a Bíblia e consertou toda a sua tronxa existência. As cantoras da música incrível: Carla Perez e sua filhinha Camilly Victória. Sim, estou fascinada pelo blog de Perez, que acabei entrando por motivos jornalísticos: a moça se separou de Xanddy e eu queria confirmar se esse fato que abalou os alicerces da comunidade baiana era verdade. Era. Tá lá a mensagem de Carla dizendo "respeitem meu silêncio". O que me fascinou de fato foi a extensa lista que a bailarina do É o Tchan colou na página sobre suas preferências pessoais. Algumas são memoráveis:

Vício: drenagem linfática e dormir
Filme: Shrek
Ídolo: Xuxa Meneghel
MAIOR EMOÇÃO NA CARREIRA: ter conhecido Xuxa
Religião: evangélica
(mais no
http://carlaperez.blog.uol.com.br/)



Em meio a um mar de mamães-sacode, nasceu o amor por Xanddy (com dois d, compreendido?)

Fiquei impressionada: então a bombshell com quem eu e o resto do País travamos contatos íntimos durante uns três anos, todo domingo, no Gugu, havia entrado pra lei de crente, se viciado em drenagem linfática e agora possui um trio infantil cor-de-rosa chamado Algodão doce? Ok. A vida é freak, e nós sabemos disso desde que presenciamos Michael Jackson balançando seu bebê numa janela de hotel em Berlim. Mas aí veio a continuação da história e eu fiquei ainda mais fascinada por Perez, Xanddy e os bebês.

A gata foi domingo para Gugu para contar como se deu sua reconciliação com a moça, ops, Xanddy. Entre lágrimas, franja e uma maquiagem baseada no look das aeromoças da TAP nos anos 70, Carla contou para a moça, ops, Gugu, como tinha convencido o bofe a voltar pra casa. "Estávamos no carro, voltando de um lugar no qual fomos conversar" (anhan) "no meio do caminho, enquanto tocava a sexta música de Mara, eu coloquei a mão no coração dele e comecei a orar. Xanddy chorou compulsivamente" (compulsivamente é por minha conta, Carla) "e revelou que amava a mim e aos meninos" (disso ninguém duvida, Carlotona). Mais: a cinderela baiana ainda disse que, em seis anos de relacionamento, não teve tempo de fazer um feijãozinho pro marido. "Aprendi que é preciso tempo para quem se ama, Gugu. Em dois dias, fiz coisas que não fiz em seis anos. Cozinhei um feijão para meu marido, levei café na cama pra ele", continuou Carla, a sombra azul escorrendo pelo canto dos olhos. Orgulho zero, ela ainda se passou para ouvir os conselhos de Wagner Montes, que disse uma pérola incrível: "Carla, o único homem do mundo que andou na linha foi atropelado por um trem".

Tomou, papuda? Como diria o poeta, quem sabe faz ao vivo, e Carla, que faz drenagens linfáticas loucamente, é loira e feliz (o primeiro encontro e posterior ficada do casal após alguns dias de separação se deu sobre um trio elétrico, a Bahia é mesmo incrível), resolveu em um programa dominical a receita que Beth Friedman nenhuma foi capaz de nos dar: amor se conquista com mão no coração e um bom caldo de feijão. Agora vou ali comprar o meu Sazón e ser feliz para o resto da vida.



Escrito por Fermina Daza às 21h03
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No title.

Time goes by so slowly...



Em 9 canções há umas 25 trepadas.

Todas as coisas foram ditas, inclusive dizer que todas as coisas foram ditas.
(...)
O tempo, agora, está mudando: morar numa casa, ter quintal, talvez ganhar menos, talvez ganhar mais (em vários e interessantíssimos sentidos). Levar umas porradinhas pra dar o se ligão. É um daqueles momentos onde vc para no meio do caminho para a cozinha e se pergunta "o que diabos estou fazendo da minha vida?". E meio fecha pra balanço. Liquida todo o saldão e fica só com o básico, o que realmente importa depois de algum tempo guardando velhos extratos bancários e contas de telefone de 2004. De repente a casa fica pequena para abrigar seus amores. Vc quer somar gente, móveis e carinhos à sua vida. E vc pensa duas vezes antes de se meter em qualquer merda. Claro que isso não tem nada com velhice, amadurecimento... o negócio é que vai dando vontade de experimentar o que vc não viveu antes. Até lia nos jornais, via nas novelas, na vida dos outros... enquanto isso, vc ia se perguntando: "porra, pq é q toda vez eu me fodo?". Pq é burra, filha. Pq é burra. Claro que, maduro, ninguém está imune de se meter em merda de novo. Mas... vc tem claro na cabeça que não foi ninguém que te enganou - ou seja: shame on you. Enquanto meu filho aguarda o resultado do BBB e eu bebo um vinho metido a besta mas barato, a vida vai por aí. Tem gente prestes a ganhar um milhão. Eu tô devendo um edredon que mandei lavar na lavanderia em frente a minha casa a um mês e nunca fui buscar. Pq tenho preguiça de atravessar a rua. Amanhã eu vou. Hoje, vou só descer as escadas e pegar mais um pouco de vinho...

Drops:

desta semana não passa: a turma da lazinha (ahahahahah) terá que sair para dançar. E tem que tocar Everybody. Eu tô num momento Madonna vintage.

Descobri q, toda vez q escuto o violão da música tema daquele filme que não ousa dizer o nome e foi injustiçado no Oscar, choro. Que saco.

Vi o primeiro filme pornô da minha vida: Nove canções. O legal é que tinha até o Franz Ferdinand! Pornô indie!



Vai rolar lindo esse passinho ridículo!



Escrito por Fermina Daza às 22h48
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Drops

Almanaque

* Jurema, Barba e James Brown

E aí Barba baixou dois maravilhosos discos de James Brown:
Gettin' Down to It e Soul on Top, dois - para usar um clichê Bizz anos 80 - petardos para fazer o esqueleto balançar e os olhos se encherem de lágrimas.  Imperdíveis e disponíveis do e-mule.



Crássicos.


*Lezeira, da braba

E agora eu tô viciada num site tabacudo onde você escreve qualquer frase e automaticamente uma pessoinha de qualquer nacionalidade fala a merda que você escreve. A coitada da brasileira Gabriela já tá seca de fazer Mateus rir. Veja aqui e viva momentos de pura lezeira também (a culpa é sua, Dani Arrais).


*  Isso é muito triste

Sinceramente, a história da mocinha abaixo é uma das coisas mais deprimentes que vi nos últimos anos no mundo das quase-celebridades-de-cinco-minutos. Depois que foi eliminada  do BBB, Lea, a motogirl de quem eu nunca ouvi a voz (pq, na boa, esse BBB é de doer o ovo), teria ligado pra revista Sexy e para o Paparazzo para oferecer um ensaio sensual. Foda é que o site sempre publica os ensaios dos mais jeitosinhos. Mas a moça não teve vez. Sinceramente, achei essa história muito triste. Força, Léa. E não ligue para a Private, pelamordedeus.



Escrito por Fermina Daza às 20h21
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A moda é fazer filme sério ou "Tom, o que você acha de viver Christiane F?"

Você já leu milhares de vezes um blablá sobre como o Oscar deste ano está diferente: sim, a atenção nos efeitos especiais no anel de Frodo diminuiu, e, embora King Kong tenha deixado todo mundo passado com aquela textura fofinha e o olhar cálido, tudo contrastando enormemente com músculos cheios de pixels (parecia o prato que serviram no refeitório dia desses: músculos ao molho rosé), parece que a moda agora é ser adulto. Claro que isso foi bom, fazia tempo que eu não ia ao cinema com tanta frequencia: vi o filme que não ousa dizer o nome (aquele, dos caubóis), Good night, and good look (bom demais), Johnny e June, Match Point (esse é foda, Wood Allen sem gracinhas, dois pés da caixa dos peitos). Mas tem uma coisa que teima vir à minha cabeça toda vez que leio mais uma matéria congratulando a indústria: bem, se todo mundo resolveu de repente fazer filmes sem explosões e efeitos especiais saídos da última feira de tecnologia no Vale do Silicone, isso significa alguma coisa. Se a Warner independente (é Warner mesmo? Ih, tô com preguiça de procurar) tem um braço destinado a produzir filmes autorais (e fez Good night), é pq a coisa é extremamente rentável e satisfatória - ou, na linguagem nojenta dos marqueteiros, "agrega valor ao produto". Ninguém dá ponto sem nó. E eu quero só ver esse Oscar cheio de discursos humanistas e políticos, com todos apertando as mãos e batendo palminhas nas costas. Brad Pitt já anunciou que quer fazer um gay no seu próximo filme. Charlize Theron e Kate Moss deverão fazer lésbicas no próximo de Ang Lee (Ang, que houve?). Só falta agora Tom Hanks ligar pra Spilberg e juntos os dois realizarem a versão 2006 de Christiane F, com Hanks no papel principal, chapada, drogadita e furada.

Por enquanto, eu vou torcendo pelos meus queridos Ennis e Jack, que ganharam versões fofas by um fã do Lego...





Eles não são lindos?



Escrito por Fermina Daza às 09h58
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Como se os angolanos já não tivessem problemas demais...


PAULO RICARDO SE APRESENTA
HOJE EM ANGOLA

O cantor leva o show Acoustic Live ao Teatro Karl Marx, em Luanda. A lotação, que é de 5 mil lugares, está totalmente esgotada. Devido ao grande sucesso já estão programadas duas apresentações extras no mesmo teatro nos dias 15 e 16 de fevereiro.
Força, meu povo.

Escrito por Fermina Daza às 11h55
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Tchau, Flô.

Escrito por Fermina Daza às 12h06
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Gossip time ou... tu já pensasse?



Meg não aguentou tanta grosseria sob aquele corte de cabelo moderninho


E aí eu fico sabendo que Matt Groening e cia. estão preparando um episódio de Os Simpsons onde as celebridades da vez são Meg  e Jack White. E, por meio disso, fico sabendo que sim, os fofos foram de fatos casados quando viviam desconhecidos e plácidos (e flácidos?) em Detroit. Um jornalista sem muito tutano para pensar em questões como a crise no Irã e o tubo de alimentação que enfiaram em Sharon encontrou, num cartório da cidade, a certidão de casamento dos ex-pombos. Vade, que povo estranho...

     

Acima, a certidão de casamento (em 1996) e o divórcio (em 2000), encontradas por um jornalista rocker e futriqueiro. Para ver maior, clique aqui.


Só mais uma coisa: hoje o meu, o seu, o nosso querido Mateus iniciou sua vida na 5ª série. E eu estou achando lindo ver aquela criatura linda e teimosa achar simplesmente o máximo ter 12 professores. Lembram como a gente se sente adulto e fodão quando vai pra 5ª série? A pessoa tá assim. E a pessoa tem apenas 10 anos... 



Escrito por Fermina Daza às 22h58
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Meu ovo, parte 2

Hein?



Dieguito, em foto no último churrasco na granja do torto

Domingo passado, o povo do Manhattan Connection tava falando sobre Mozart. Aí o pacientíssimo Lucas Mendes corta pra Diogo Mainardi e pergunta: "E aí, Diogo, que música você gosta de ouvir em casa?". Aí vem Diogão: "Eu sou talibã. Lá em casa não entra música, principalmente música boa". Corta de volta para o estúdio em NY, onde Mendes, Caio Blinder e Ricardo Amorim se olham rapidamente com cara de "hein?" e voltam a conversar como se aquele momento não tivesse acontecido. A gente entende, meninos.



Escrito por Fermina Daza às 00h06
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BRASIL, Nordeste, MARAVILHA, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Música, Viagens, bobagens fabulosas
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